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Quarta - 03 de Janeiro de 2007 às 23:26
Por: Luiz Celso

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Após três meses em processo de concordata e sem conseguir um comprador, a BenQ oficializou no dia 1º de janeiro a liquidação da sua unidade móvel, a BenQ Mobile, resultado da aquisição da divisão de celulares da Siemens em junho de 2005. Com problemas financeiros, a empresa falhou em achar um comprador para resolver a sua situação, segundo informações do administrador da falência da companhia. Vendas em queda livre e uma marca devastada afastam potenciais investidores, justificou o porta-voz.

“A maior preocupação dos investidores está em saber se podem gerar vendas suficientes tendo em conta os procedimentos de falência e a massiva perda de imagem das marcas da BenQ Mobile e da BenQ Siemens”, afirma Martin Prager, responsável pela falência da empresa, em uma coletiva de imprensa em Munique, nesta quarta-feira (03/01).

Segundo ele, as vendas no quarto trimestre do ano passado cariam para 51 milhões de euros (mais de 143,8 milhões de reais), uma variação negativa muito grande perante a expectativa inicial de 391 milhões de euros (mais de 1,1 bilhão de reais).

O advogado se reuniu com mais de 100 companhias, conduzindo “extensivas negociações” com 31 delas. Ainda assim, todas essas desistiram de adquirir a empresa antes do prazo final da falência, marcado para 31 de dezembro de 2006. “Nenhum investidor deu um lance desde essa data”, confirmou Prager.

Ele acrescenta: “A marca BenQ Mobile teve tanto desgaste que, de fato, a maior parte dos potenciais investidores mostrou interesse apenas na idéia inicial de converter a manufatura em um designer de celulares para outras empresas”.

Assim, na prática, a empresa produziria telefones em esquema de OEM com operadoras de telefonia, empresas de marketing e outras fabricantes. A BenQ Mobile atuaria com sua experiência nas áreas de mecânica, materiais e miniaturização para desenvolver e desenhar novos aparelhos que atendam requerimentos específicos dos parceiros.

“Aparentemente, esse modelo ainda tem uma chance. Mas, no final, os investidores precisam decidir por eles mesmos quanto risco eles estão dispostos a correr”, arremata Prager.

O procedimento de liquidação, no entanto, pode criar uma situação mais interessante para potencias investidores.

Antes do prazo final de 31 de dezembro, os potencias compradores teriam que levar a companhia inteira e sua força de trabalho. Agora, apenas uma parte da empresa pode ser comprada, sem a obrigação de manter os funcionários.

A BenQ Mobile tem uma planta principal em Munique e duas outras menores em Bocholt e Kamp-Lintfort. As fábricas, que pertenciam à Siemens, já demitiram 2 mil pessoas, mas ainda restam mil funcionários.


Fonte: IDG Now!




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