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Antivírus
Sexta - 13 de Julho de 2007 às 07:09
Por: Luiz Celso

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Um das maiores dores de cabeça para quem lida com Tecnologia da Informação completa, esta semana, 25 anos. Identificado como Elk Cloner, o primeiro vírus de computador reconhecido como tal foi escrito em 1982 por um jovem estudante secundarista norte-americano de apenas 15 anos, chamado Rich Skrenta, como informa a revista Science.

Há divergências sobre a data exata da criação deste vírus. Seu autor, em seu blog, aponta este ano como data provável.

O Elk Cloner afetava o sistema operacional do Apple II e não causava grandes problemas, mas faria escola. Além de apresentar um pequeno ‘poema’ na tela do equipamento infectado, ele era capaz de gerar cópias de si mesmo quando um disquete era inserido no computador. Quando essa mídia era utilizada em outro sistema, o processo se propagava.

Se a princípio esse tipo de programa não causava dores de cabeça, ele foi o precursor de uma série de outras iniciativas que exigem das empresas e usuários finais gastos de milhões de dólares com sistemas de proteção para computadores.

Só no primeiro trimestre de 2007, por exemplo, o número de pragas virtuais cresceu 152% com relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a empresa de segurança Sophos.

Um relatório produzido pelo Yankee Group e publicado em dezembro, dava conta de que o número de variantes cumulativas de malwares pode ultrapassar 220 mil até dezembro. A título comparativo, esse número é dez vezes maior do que o registrado em 2002.

Esse ritmo coloca em cheque a capacidade de as empresas de segurança lidarem com o problema. Andrew Jaquith, autor do relatório do Yankee Group, informa que a maior parte dos laboratórios antivírus recebem mais amostras de vírus do que podem lidar. Em entrevista ao Computerworld, Jaquith disse que as empresa acabam fazendo uma triagem baseada no nível de severidade dos malwares.

Mudança de foco
Enquanto as primeiras gerações de pragas virtuais irritavam os usuários com apresentações de imagens e frases impróprias, ou apagando o conteúdo de um disco rígido, as ameaças atuais são mais insidiosas e caminham em outra direção.

Bloqueio a sites, máquinas zumbis e o acesso a informações sensíveis de usuários e empresas têm causado prejuízos incalculáveis. Em 2006, as fraudes virtuais custaram ao Brasil cerca de 300 milhões de reais, de acordo com o Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI).

A disseminação de tecnologias também tem aberto novas frentes de ataques, sequer imaginadas quando o Elk Cloner foi escrito. Por exemplo, em apenas três anos, o número de pragas escritas para dispositivos móveis cresceu mais 1.200%, secundo a F-Secure.


Fonte: PCWORLD




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