Nos últimos meses, desde que a companhia anunciou a parceria com a Microsoft, sua participação no mercado de smartphones diminuiu drasticamente, e as vendas do Windows Phone 7 nem ensaiaram uma reação.
“Elop foi muito claro ao dizer que a Nokia World servirá para revelar os primeiros produtos da linha, e são a grande esperança da fabricante para recuperar o acirrado setor de celulares top de linha”, afirmou o analista Geoff Blaber, da CSS Insight.
Para ele, as operadoras também estão ansiosas por uma alternativa o duopólio do iPhone do Android. “Elas precisam que a Nokia volte para o jogo, pois vêm se tornando gradativamente dependentes do SO da Google, o que, sem dúvida, as deixará em uma situação complicada em um futuro próximo”.
A grande aposta da Microsoft
“Aliciar a Nokia foi uma bela jogada da Microsoft. Embora sua marca não seja tão forte quanto antes e sua participação esteja caindo em quase todos os mercados, você não pode ignorar sua fantástica cadeia de produção e competentes centros de distribuição, que entregam dispositivos em praticamente todos os países”, disse Blaber.
Especula-se que dois aparelhos serão lançados no evento de quarta. Um top de linha e outro de menor desempenho, assim como a HTC já fez com o Titan e o Radar. Por mais que smartphones com telas de 4,7 polegadas tenham aparecido nos últimos meses, a Nokia deve insistir em modelos menores.
Em junho, surgiu um vídeo na web no qual Elop demonstrava um dispositivo de codinome Sea-Ray, com WP7, tela Gorilla glass – resistente a quedas – e câmera de 8MP. Ele também disse que confiava no N9, que roda o SO MeeGo, desenvolvido em parceria com a Intel.
A fabricante finlandesa diz que seus smartphones terão diferenciais em relação aos da plataforma Android e o iPhone. No entanto, não detalhou o que exatamente os colocará em destaque.
“Eu não espero muitas novidades em relação a software e design, mas provavelmente ouviremos algo sobre mapas, já que esta tecnologia que a Nokia possui é uma das maiores frente a seus concorrentes”, disse Carolina Milanesi, vice-presidente de pesquisas da Gartner. Ela acredita que a empresa terá mais a acrescentar em fevereiro, quando da realização do Mobile Wold Congress, a maior feira do setor.
O preço sugerido também será essencial, e não poderá será maior do que 550 dólares – sem subsídios das operadoras – de acordo com a especialista.
A Nokia anunciou que lançará os smartphones em mercados específicos ainda este ano e, em 2012, aumentará o número de contemplados conforme parcerias com operadoras sejam fechadas. A princípio, os Estados Unidos deverão ficar de fora – já que a popularidade da empresa é muito pequena por lá – e a Europa provavelmente será priorizada.